The Short Guide to Henri Langlois



Em busca dos "maus alunos".
Numa altura em que se celebra o centenário do nascimento de Henri Langlois, o fundador da Cinemateca Francesa e percursor da preservação da Sétima Arte, a Cinemateca Portuguesa exibiu quatro obras semi-desconhecidas dedicadas ao "maior cinéfilo de todos os tempos". Relativamente curtas na sua duração, esta projecção conjunta permite vislumbrar toda a essência de Langlois, transparecendo sempre uma aquilina bonomia, as convicções de aço que determinaram a sua actividade enquanto "coleccionador de filmes" (alcunha que detestava...), a sede por novos cineastas capazes de romper com o passado, um espírito de permanente visão de futuro e a resiliência em encetar numa preocupação (isto é, a preservação cinematográfica) parcamente repartida.
Lamenta-se que certos episódios da sua vida (os riscos empreendidos durante a Segunda Guerra Mundial, ou o inesperado encontro com Buster Keaton na Cinémathèque) fiquem isentos de maior detalhe. Mas Langlois esteve vivo, hoje ao princípio da noite, na Sala Dr. Félix Ribeiro da Cinemateca.

Filmes exibidos:
    LA CINÉMATHÈQUE FRANÇAISE (1962-63), de Jean Herman
    CONVERSATION AVEC HENRI LANGLOIS (1975), de Pierre-André Boutang e Yannick Flot
    HENRI LANGLOIS DANS UNE CHAMBRE D'HÔTEL AU CANADA (1975), de autor não identificado
    LANGLOIS (1970), de Eila Hershon e Roberto Guerra
Mais sobre o ciclo Graças a Henri Langlois na Cinemateca Portuguesa — Museu do Cinema.

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